Friday, January 6, 2012

TECNOLOGIA E ATIVISMO FEMINISTA: UMA REFLEXÃO SOBRE SEUS BENEFÍCIOS E DEFICIÊNCIAS - PARTE 1 DE 3


Não há dúvida de que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) estão mudando a maneira como realizamos nosso ativismo – em nossa vizinhança e globalmente – e as/os ativistas dos direitos das mulheres estão fazendo parte disso”. AWID entrevistou Erika Smith da Associação para o Progresso das Comunicações no Programa de Apoio às Redes de Mulheres (APC WNSP) sobre o uso das TICs pelas mulheres para mobilizar.

Por Gabriela De Cicco - Fonte: AWID

AWID: Você poderia nos contar de quais maneiras as TICs podem e tem sido usadas para mobilizar, especialmente em relação aos direitos das mulheres?

ES: Agora mesmo a possibilidade de mobilizar pelas redes sociais está sendo a mania – de tal forma que algumas pessoas creditaram ao Facebook e ao Twitter a ocorrência da Primavera Árabe, e não aos milhões de pessoas que fizeram possível tantas viradas, após muitos anos de luta.
       Há um considerável número de petições internacionais e sites como Avaaz, Care2, 350.org, colocando pressão – ou levantando dinheiro – para causas muito específicas em períodos específicos. Avaaz tem quase 10 milhões de membros e mobilizou milhões de dólares para diferentes ações, incluindo: a ação para a África do Sul tomar medidas destinadas a acabar com o “estupro corretivo” contra lésbicas negras; convencendo a rede de hotéis Hilton a se comprometer na luta contra o tráfico sexual; ajudando grupos locais a deter a lei de Uganda que propunha a sentença de morte para os gays.
       Em alguns países, ações globais e convocatórias de protestos foram taxadas como imposição de ideais ocidentais. Também existem críticas quanto à efetividade do ativismo pela Internet. As críticas são no sentido de que as pessoas estão muito cômodas clicando e não estão tomando atitudes nem mudando suas próprias vidas com o objetivo de acabar com a injustiça estrutural. Eu penso que as petições têm seu poder, mas que as mobilizações online se tornam muito mais poderosas quando acompanhadas pelo ativismo de tempo real, off-line, cara a cara.
         Mulheres online são testemunhos relevantes – elas são atores e agentes mais do que objetos. Elas determinam como irão retratar e representar-se a si mesmas, exigindo transparência e prestação de contas, construindo novos mundos na multimídia criativa. A mobilização na Internet pela defesa dos direitos das mulheres é evidenciada de vastas maneiras ao longo dos anos, vejam exemplos das campanhas online abaixo (*).


AWID: Mulheres e homens têm acesso igual às TICs? E como isso afeta suas habilidades para usar essas ferramentas efetivamente como um meio de mobilização?
E.S.: Em geral as mulheres estão acabando com o abismo digital de gênero – mas quando você examina essas populações da Internet se dá conta de que as mulheres com mais de 30, que não falam inglês e não vivem em áreas urbanas têm muito menos acesso.
          Estimadamente 30% da população mundial tem acesso a Internet atualmente, mas – que parte do mundo? De acordo com uma agência especializada das Nações Unidas para as tecnologias da informação e comunicação (a UIT), isso significa sete de cada dez pessoas no mundo “desenvolvido” e duas de cada dez no mundo “em desenvolvimento”. E se você compara África com América Latina, apenas 11,4% da população da África tem acesso à Internet, em comparação a 36,2% na América Latina.
       Há um entusiasmo sobre como os telefones móveis são igualadores em términos de acesso a Internet, especialmente onde computadores são poucos, a banda-larga é custosa e a eletricidade é escassa. Cisco Systems informou em janeiro que este ano havia 48 milhões de pessoas ao redor do mundo com um telefone móvel, mas que não tem eletricidade em casa. Entretanto, os móveis enfrentam um sério abismo de gênero – pelos países as mulheres têm 21% menos probabilidade de possuir um telefone móvel que um homem. Sendo que, nas investigações quanto à violência contra as mulheres e tecnologia, os celulares são freqüentemente uma fonte de contenção e controle.
      Mas o acesso é muito mais que infraestrutura, também importa se as informações disponíveis são relevantes para você como mulher, no seu idioma, se você tem habilidades técnicas e um ambiente adequado, etc. É muito importante desenvolver uma visão de gênero para as agendas digitais dos países – muitos estão cegos para a questão de gênero e priorizam o crescimento corporativo, não o desenvolvimento social ou a participação cidadã.




·         Organizações LGBT no Líbano cresceram junto com a Internet, desde salas de chat, a uma comunidade online centrada no lesbianismo, Meem, mandando mensagens de conscientização por vídeo no You Tube (http://www.youtube.com/watch?v=P9wgxHMTSEI), atuação nas redes sociais, e uma publicação arábe queer semanal (http://www.bekhsoos.com/web/) com ¼ milhão de acessos no ano passado. 
·     Bloggers feministas coagiram a MAC Cosméticos retirar sua linha de produtos “inspirada” nas trabalhadoras das fábricas de Juarez e a fazer doações para ajudar no combate à violência contra as mulheres. (http://www.blogher.com/frame.php?url=http://bonerkilling.blogspot.com/2010/12/mac-makeup-romanticizing-mexican-womens.html)
·    IPAS Brasil postou um vídeo no YouTube para fazer as pessoas pensarem duas vezes sobre a criminalização do aborto (http://www.youtube.com/watch?v=_2ITf3o5Byo)
·      Campanha no Irã por Um Milhão de Assinaturas para pedir pelo fim das leis discriminatórias contra as mulheres (http://www.we-change.org/english/)
·     O incansável acompanhamento da Radio FIRE das mulheres em conflito e crise, evidenciado no Haiti depois do terremoto, e pelo campo de solidariedade feminista, para assegurar que as vozes das mulheres haitianas sejam ouvidas, reconhecendo a importância do testemunho e também resgatando a história do movimento de mulheres haitianas, junto a tantas/os outras/os comunicadoras/es feministas haitianas/os  e latino americanas/os.
·       Mulheres sauditas solicitando apoio no Twitter e Facebook para #women2drive, e acompanhando os vídeos virais “Honk for Saudi Women”.
·           Egypt's HarassMap para dar um fim a aceitação do assédio sexual.
·           Take Back the Tech! Pelo fim da violência contra as mulheres durante 16 dias de campanha.
·        Novas plataformas feministas emergiram, como nist.tv que oferece acesso e armazenamento fácil e rápido de vídeos feministas.




Texto original em inglês disponpivel em: http://www.awid.org/News-Analysis/Friday-Files/ICTs-and-Feminist-Activism-A-reflection-on-the-benefits-and-shortfalls

Monday, November 21, 2011

Questões humanitárias: porque Idade e Sexo são importantes

As agências de ajuda humanitária devem estabelecer com muito mais urgência as diferentes necessidades de homens e mulheres, jovens e idosos, a fim de salvar vidas e reconstruir comunidades durante uma crise, alerta um novo relatório realizado por especialistas de liderança humanitária.


"Sexo e Idade Importam" (Sex and Age Matter), publicado pelo Feinstein International Center e patrocinado pela OCHA e CARE, constatou que, apesar do consenso generalizado sobre a importância de “dados desagregados sobre sexo e idade" (SADD), as organizações humanitárias estão falhando em colocar  em prática lições de longa data. 


Em uma série de 20 recomendações, o estudo afirmou que os grupos de ajuda precisavam se  preparar para crises de forma mais eficaz através da construção de sistemas que levem em conta a idade e o sexo, e para examinar os dados durante os primeiros momentos de um desastre – e não em fases posteriores, ou mesmo nunca, como atualmente ocorre. 

Idade, sexo e morte no tsunami do oceano Índico em 2004 
O estudo baseou-se em lições claras do tsunami no oceano Índico em 2004, bem como outras crises. Nas áreas mais atingidas da Indonésia, por exemplo, as pesquisas revelaram que as mulheres morreram quatro vezes mais que os homens. 

A coleção de Dados Desagregados por Sexo e Idade (SADD) também revelou que as vítimas do tsunami foram desproporcionalmente crianças (9 anos ou menos) e idosos (60 anos ou mais). 

Estes dados têm implicações potencialmente cruciais para intervenções efetivas em salvar vidas. Por exemplo, os dados sublinham o fato de que muitos adultos dos sexo masculino ficaram cuidando de crianças, sem os recursos para cuidar delas. 

O relatório "Sexo e Idade Importam" afirma que as organizações humanitárias que não usem esses dados ficarão com um entendimento pouco claro de quem foi afetado, e como – e o que isso significa para o futuro das famílias e das comunidades sobreviventes. 

"Não há justificativa suficiente, seja  intelectual, logística ou financeira para nao coletar e utilizar SADD para informar e melhorar a resposta humanitária", disse Valerie Amos, a Coordenadora de Emergência da ONU. "O relatório é claro sobre o que nós podemos fazer. O que precisamos fazer agora é se comprometer a fazê-lo ".



Data de Atualização: 21 de outubro de 2011 - 15:15


Fonte: http://www.unocha.org/top-stories/all-stories/humanitarian-issues-why-age-and-sex-matter

A favela de Banesa ganha um banheiro e abraça a saúde

Friday, October 7, 2011

PRÊMIO NOBEL DA PAZ MOSTRA O PAPEL DAS MULHERES NA DEMOCRACIA


De Human Rights Watch notícias
Tradução: Taluana Wenceslau Rocha

(New York) – A decisão de premiar o Nobel da Paz a três mulheres, Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman, reconhece que a democracia e uma paz duradoura não pode ser alcançada sem dar às mulheres possibilidades integrais de participar, se pronunciou hoje a ONG Human Rights Watch. Isso também destaca os desafios que as mulheres continuam a enfrentar, em Yemen e por todo o mundo, para assegurar que seus direitos continuem entre as prioridades da agenda.
“Isso é um tributo a todas as mulheres cujo trabalho incansável e corajosos protestos  ajudaram a trazer paz e democracia, e àquelas mulheres que ainda hoje estão lutando por esse objetivo”, disse Kenneth Roth, diretor executivo da Human Rights Watch. “O trabalho no máximo ainda está pela metade, e o mundo precisa apoiar os esforços de construir sociedades baseadas no respeito aos direitos humanos de todos e todas. Nós não devemos nos esquecer dessas mulheres que ainda estão sofrendo nos conflitos atualmente, na República Democrática do Congo, na Costa do Marfim, Afeganistão e em outros lugares”.
Human Rights Watch também apelou às autoridades chinesas para que soltem o laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2010, Lui Xiaobo, escritor e dissidente detido em dezembro de 2008 por seu envolvimento na elaboração de uma pró-democracia e em manifestos de direitos humanos. Os governos representados na cerimônia do Prêmio Nobel de 2100 em Oslo deveriam pedir pela liberdade de Liu e pelo fim da perseguição de sua família e seus apoiadores, diz a Human Rights Watch.

Título original: Nobel Prize show role women democracy peace

Tuesday, October 4, 2011

IGUALDADE DE GÊNERO: POR QUE ENVOLVER OS HOMENS É CRUCIAL?

A igualdade de gênero não pode ser alcançada ao menos que homens e garotos estejam convencidos da igualdade de oportunidades para mulheres e garotas

NAIROBI/KAMPALA, 3 de outubro 2011 (IRIN). O envolvimento dos homens é chave para o sucesso do movimento de igualdade de gênero, mas mudar estruturas sociais mantidas há tanto tempo e convencer os homens sobre a importância de oportunidades iguais para as mulheres não acontecerá de um dia para o outro, dizem os especialistas.

“Homens desistindo de suas posições superiores é semelhante a atuar fora do normativo ou da forma prescrita e [significa que os homens podem ser] ridicularizados por agir de maneira diferente - não como homens”, conta a IRIN, Maria Magezi, assistente de programa da ONG Akina Mama wa Afrika, na capital de Uganda, Kampala. “Isso também significa que os homens irão sentir como se alguns tipos de poder estivessem sendo retirados deles e a reação normal é lutar para restaurar sua posição e poder ”.

 Um novo informe da ONG Plan International diz que a igualdade de gênero não poderá ser alcançada ao menos que homens e garotos estejam convencidos da importância de oportunidades iguais para as mulheres e meninas.

“As políticas não podem fazer isso sozinhas – nós precisamos começar a pensar em modos de envolver garotos e homens, então eles podem começar a ver o valor da igualdade de oportunidades para as garotas”, argumenta Edith Wanjohi, responsável de gênero para o escritório regional da ONG Plan na capital do Kênia, Nairobi.

De acordo com Plan, quando diz respeito a gênero, os homens normalmente caem em três categorias: aqueles que reconhecem que mulheres e meninas merecem direitos iguais, mas temem que os garotos irão perder caso se permita as garotas desfrutar desses direitos; aqueles que não acreditam em direitos iguais – o maior grupo; e aqueles que acreditam na igualdade e colocam essa crença em ação – o menor grupo.

Uma pesquisa com mais de 4.000 adolescentes em Índia, Ruanda e Reino Unido descobriu que os garotos foram freqüentemente condicionados a ter atitudes negativas em relação às mulheres. Em torno de 65% dos questionados de Ruanda e Índia concordaram total ou parcialmente com a afirmação que “uma mulher deveria suportar violência para manter sua família unida”. Mais de 60% dos jovens entrevistados em Índia concordaram que “se os recursos são escassos é melhor educar um garoto do que uma garota”.

 Incluindo os homens nos programas

“O custo de não trabalhar com os garotos e homens jovens é o de que os programas e políticas que atuam com mulheres jovens e meninas continuem a se deparar com as barreiras do poder masculino e as expectativas, estruturas e crenças que beneficiam os homens em detrimento das mulheres,” afirmam as/os autores. “O preço a ser pago é simples: a continuação do desempoderamento das garotas e mulheres jovens ao longo das gerações – e a limitação dos garotos e jovens homens aos tradicionais papéis masculinos”.

Como resultado de uma abordagem centrada apenas nas mulheres dos programas de gênero por anos, os homens têm sido marginalizados da discussão e tem freqüentemente se sentidos alheios às abordagens às vezes conflitivas adotadas pelo ativismo de gênero.

“Em encontros internacionais de gênero – desde Pequim a ONU - a vasta maioria de quem participa são mulheres... nós estamos pregando para os já convertidos: não envolver aqueles que têm o poder de mudar as coisas significa que você não pode alcançar a mudança que você quer”, diz Gezahegn Kebede, diretora regional da Plan.

Plan recomenda envolver os homens na elaboração de políticas, implementação e ativismo sobre igualdade de gênero.

“Embora a igualdade de gênero esteja sendo levada adiante, até certo ponto tem havido falhas na implementação ou defesa da igualdade de gênero para realmente transformar as instituições onde isso acontece, o que significa que o trabalho está sendo feito na superfície em nome da igualdade de gênero, mas de fato as raízes do problema – como o patriarcado – não estão sendo resolvido, o que torna a luta infrutífera e levou a muitos projetos serem apenas projetos de mulheres, disse Akina Mama Wa Afrika’s Magezi”.

O informe de Plan observa que excluindo os homens da agenda de gênero, os garotos jovens também se sentem alheios à mensagem de gênero; o informe menciona um projeto de pesquisa realizado pelo Instituto de Educação em Londres, que cita um exemplo de uma participante do Movimento de Educação das Garotas na África do Sul, que “estava trabalhando com crianças de escola entre 15 e 19 anos e falando sobre a infância das meninas. Houve vaias dos meninos”.

De volta ao básico

A mudança real deve começar em casa. “Se um garoto vê o seu pai tratando suas irmãs e sua mãe com respeito, ele irá seguir isso: se ele vê seu pai agredindo a sua mãe, há mais chance de que ele também seja abusivo”, diz Wanjohi.

Ela notou que a escola, instituições religiosas e outras áreas chaves da sociedade também devem ser envolvidas nesse processo de assegurar que homens e garotos entendam o sue papel de melhorar a vida das mulheres.

“Apesar de avanços positivos nas iniciativas quanto à educação das garotas, os papéis de gênero na volta a casa, que colocam muita pressão nas garotas, cria todo um ambiente desfavorável a elas”, conta Celestine Magero, professora em uma escola de Nairóbi. “Quando uma garota volta a casa, ela tem que fazer as atividades domésticas antes de se colocar a estudar. Garotas de origem pobre perdem muitas dias de aula, por exemplo durante seus dias de ciclo menstrual, porque não tem condições de comprar absorventes higiênicos”.

O informe constatou que engajar os homens nos programas de direitos das mulheres dá um estímulo muito necessário; Wanjohi conta que envolver os líderes culturais masculinos do Kênia nos esforços para acabar com a mutilação feminina teve efeitos positivos.<http://www.unfpa.org/webdav/site/global/shared/documents/publications/2007/726_filename_fgm.pdf>.

Do texto: Gender Equality: why envolving men is crucial. Disponível em: http://www.irinnews.org/report.aspx?reportid=93870

Tuesday, September 20, 2011

ONU MARCA O DIA INTERNACIONAL DA PAZ CHAMANDO À CAMPANHA "FAÇA SUA VOZ SER OUVIDA"

UN News Centre
Tradução Taluana Wenceslau


As Nações Unidas comemoraram em 15 de setembro o Dia Internacional da Paz com um tributo a aqueles que trabalham para construir um futuro melhor bem como convida as pessoas de todos os lados a fazer suas vozes serem ouvidas para reforçar a paz e a democracia.

Este ano marca o 30° aniversário do Dia Internacional, que cai em 21 de setembro. O tema para este ano é "Paz e Democracia: Faça sua voz ser ouvida" e a observação de hoje coincide com a  observação do Dia Internacional da Democracia.

O Secretario Geral Ban Ki-Moon reforça que a democracia é um valor essencial da ONU, observando que é crucial para os direitos humanos, oferecer canais para resolver diferenças, e dar esperança para os marginalizados e poder para as pessoas.

"Mas a democracia não acontece simplesmente, ela precisa ser alimentada e defendida", ele disse em uma mensagem para comemorar o Dia. "O mundo precisa se manifestar - pela justiça social e pela liberdade de imprensa, por um meio ambiente limpo e pelo empoderamento das mulheres, pelo Estado de Direito e pelo direito a decidir sobre seu próprio futuro."

Falando na sede da ONU, Ban disse que foi um ano notável para as pessoas que buscam se pronunciar na formação de suas sociedades e de seu futuro.

"Homens e mulheres desde o Oriente Médio, o Norte da África e outros lugares tem perseguido por seus direitos democráticos com notável fervor e criatividade - e com notável sucesso," ele marcou antes de tocar o Sino da Paz.

"A democracia está entre os fundamentos da paz", ele acrescentou. "Quando as pessoas tomam parte no processo democrático, quando elas se envolvem, elas constroem paz, dia a dia, ano a ano... Neste dia, eu rogo para todos os campões da democracia e da paz pelo mundo para fazer suas vozes escutadas. As Nações Unidas estão do lado de vocês."

"As pessoas ao redor do mundo, incluindo nossa juventude, estão se juntando e convidando a paz e a justiça," ele disse. "Mudanças históricas estão tomando conta pelo mundo árabe em nome da paz, democracia e direitos humanos. Essas mudanças nos lembram da necessidade preeminente de buscar a paz pacificamente e de usar a mediação ou outros instrumentos para intermediar uma paz legítima e duradoura."

"Nós também somos lembrados de que a paz não é somente a ausência de guerra," M. Al-Nasser acrescentou, observando que viver em paz significa ter comida e moradia, cuidados médicos e educação, liberdade e dignidade. "Para ajudar a assegura e promover uma paz sustentável, nós devemos continuar focando no desenvolvimento, melhoria dos padrões de vida e proteção dos direitos humanos."

Alguns dos/as mensageiros/as da Paz da ONU e Embaixadores/as da Boa vontade se uniram a Ban Ki -Moon e outros/as dignitários/as na cerimônia, incluindo o ator ganhador do Oscar Michael Douglas, o Mensageiro da Paz servindo a mais tempo na ONU.

Michael Douglas disse em entrevista ao Centro de Notícias da ONU que ele acredita que o Dia Internacional da Paz é "mais relevante do que nunca" e que que um somente tem que olhar a quantidade de conflitos que estão acontecendo ao redor do mundo para perceber isso.

"Eu acho que mais pessoas estão conscientes disso... do Dia da Paz e, felizmente, mais consciente do que as Nações Unidas estão fazendo," ele asseverou. "É uma grande organização, às vezes volumosa. Mas eu estou fortemente, fortemente a apoiando porque não há organização que chegue perto disso em dimensões tão globais."

O Dia Internacional da Paz foi estabelecido pela primeira vez pela Assembléia Geral em 1981 como uma oportunidade para as pessoas ao redor do mundo promoverem a resolução de conflitos e observar a cessação de hostilidades.



Sep 15 2011 11:10AM

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Mais detalhes em inglês em: UN News Centre at http://www.un.org/news

Thursday, September 8, 2011

As 10 mulheres mais poderosas da ONU


Por Avril David
*Tradução Taluana Wenceslau


No comando de orçamentos de mais de 5 bilhões de dólares, capazes de mobilizar recursos e mais de 100mil empregadas/os internacionais. Responsáveis pela coordenação de centenas de forças de paz nas zonas de conflito pelo mundo, e liderando negociações pela liberdade de crianças-soldados em Uganda.
Falando sobre poder.
Apesar de que existem várias agentes dentro do sistema das Nações Unidas promovendo um impacto positivo no setor público internacional, as 10 mulheres apresentadas aqui possuem um nível de poder institucional sem precedentes na história da ONU.
Essas mulheres estão na liderança de departamentos e agências trabalhando para assegurar que os recursos corretos cheguem àqueles que necessitam o mais rápido possível. Elas vêm de países de todas partes do mundo, com títulos de direito,medicina, engenharia, ciência política e estratégia militar, e antes trabalharam em posições tão distintas como gerente-sênior na IBM, a diretora administrativa em Wall Street e presidente do Chile.
Selecionadas a partir do Grupo de Gestão Sênior da ONU aqui estão as 10 mulheres mais poderosas da ONU.
  • Valerie Amos

Nomeada em julho de 2010, Amos é secretária-geral adjunta para os assuntos humanitários. Anteriormente servindo em posições como Alto Comissária para a Austrália e como Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional, ela agora é responsável por dirigir estatégias   para lidar com complexas emergências provocadas pelo ser humanos e desastres naturais ao redor do globo.

  • Michelle Bachelet
Nomeada em setembro de 2010, Bachelet é Secretária-Adjunta para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres e chefe da ONU Mulheres (entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento de mulheres), uma entidade composta por quatro agências todas focadas no avanço das mulheres.
Anteriormente servindo como presidente do Chile (2006-2010), e como ministra da defesa e da saúde, Bachelet agora dirige os esforços globais da ONU para os  direitos das mulheres em vários contextos, incluindo situações de conflito, acesso à educação e tendo em conta meio-ambiente e saúde.

  • Judy Cheng-Hopkins 

Nomeada em agosto de 2009, Cheng-Hopkins é Secretária-Geral Adjunta para a Consolidação da Paz da ONU. Anteriormente diretora do Programa Alimentar Mundial, ela agora ajuda a liderar a agência para a Consolidação da Paz da ONU, que coordena todas as agências da ONU nos esforços para a consolidação da paz em situações de conflito e pós-conflito, que vão desde o Afeganistão até o Sudão.


  • Helen Clark
Nomeada em março de 2009, Clark é administradora do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). 
Anteriormente foi primeira-ministra da Nova Zelândia  (1999-2008), ela agora lidera a agência responsável por auxiliar economias em desenvolvimento a atrair e utilizar mais efetivamente as ajudas financeiras para o desenvolvimento através de várias iniciativas incluindo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, 15 metas de desenvolvimento global quanto a governança democrática, redução da pobreza, prevenção do crime e recuperação, meio-ambiente e energia, e HIV/AIDS, bem como o objetivo global de reduzir a pobreza mundial pela metade até 2015.


  •  Radhika Coomaraswamy 
Nomeada em fevereiro de 2006, Coomaraswamy é representante especial e secretária-adjunta para crianças e conflitos armados. Advogada graduada e graciada com o título de Deshamanya (literalmente traduzido como "Orgulho da Nação") na sua Sri Lanka natal, Coomaraswamy serve como uma voz moral na defesa dos direitos das crianças afetadas em situações de conflito ao redor do mundo.
A natureza mutável dos conflitos aumentou dramaticamente a proporção de mortes de civis no mundo para mais de 90%; metade desas vítimas são crianças. Neste contexto, Coomaraswamy trabalha para promover e proteger os direitos de todas as crianças afetadas por conflitos armados.

  • Angela Kane
Nomeada em maio de 2008, Kane é a Secretária-Geral Adjunta para a Gestão. Nativa da Alemanha, ela já ocupou vários cargos na ONU, e é a cabeça do departamento de gestão, responsável pelos serviços de apoio ao dia-a-dia das operações do Secretariado global da ONU, que tem cerca de 44.000 membros e um orçamento regular de U$ 5.156 bilhões.

  • Susana Malcorra 

Nomeada em março de 2008, Malcorrea é a Secretária-Geral Adjunta e a chefe hierárquica máxima do Departamento de Apoio Logístico da ONU. Anteriormente CEO da Telecom Argentian e uma gerente-sênior na IBM, Malcorra agora lidera equipes da ONU por 32 operações de campo, compreendendo 100.000 membros, de pessoal civil, militar e polícia. Seu departamento apoia e toma as decisões orçamentárias, táticas e de recursos humanos relacionadas às operações de campo humanitárias, políticas e de  manutenção da paz, ao redor do mundo.


  • Patricia O'Brien
Nomeada em agosto de 2008, O'Brien é Secretária-Geral Adjunta para Assuntos Jurídicos e o Conselho Legal da ONU. Ela é a primeira mulher a obter essa posição.
Anteriormente conselheira jurídica do Departamento de Relações Internacionais da Irlanda, O'Brien agora supervisiona em torno de 200 servidores e um orçamento bienal de aproximadamente U$ 60 milhões. O objetivo de seu escritório é fornecer serviço legal central em questões de direito internacional e nacional, público, privado, processual e administrativo, incluindo direito internacional público e direito comercial.

  • Navanehtem Pillay
Nomeada em julho de 2008, Pillay é Alta Comissionada dos Direitos Humanos, a principal agência da ONU para os direitos humanos, que tem um mandato para a promoção e proteção de todos os direitos humanos.
Anteriormente juizá na Corte Penal Internacional, e a primeira mulher a abrir seu próprio escritório de advocacia em sua província de Natal na África do Sul, Pillay atualmente encabeça os esforços Escritório para o Alto Comissionado de Direitos Humanos para empoderar indivíduos e auxiliar os estados a apoiar os direitos humanos.

  • Josette Sheeran
Nomeada em abril de 2007, Sheeran é a diretora executiva do Programa Alimentar Mundial da ONU, a maior agência humanitária do mundo.
Anteriormente sub-secretária para os negócios de Economia, Energia e Agricultura do Departamento de Estado dos Estados Unidos, bem como diretora de gestão da Starpoint Solutions, uma empresa de tecnologia da Wall Street, Sheeran agora supervisiona o trabalho do Programa Alimentar Mundial em ao menos 80 dos países mais pobres do mundo, fornecendo comida para uma média de 90 milhões de pessoas por ano.

http://www.forbes.com/sites/avrildavid/2011/05/02/the-10-most-powerful-women-at-the-united-nations/


Além dessas mulheres, a Dra. Asha-Rose Migiro é a atual vice-Secretaria-Geral das Naçoes Unidas, fazendo dela a mulher de maior hierarquia da ONU. Sendo uma advogada, professora e política da Tanzânia.